by rochany rocha

Desabafo de uma mãe frustrada

No início da pandemia, muitas pessoas acreditavam que era uma provação de Deus e que sairíamos dessa mais humanos, melhores.

Hoje meu desabafo vai como mãe. Uma mãe, que por mais que tente fazer de tudo para o melhor dos filhos, se sente sempre em dívida, seja pelo tempo que passa no trabalho, pelo estresse do dia a dia, pelas repreensões em casa para que os filhos sejam mais organizados, ou mesmo pela impotência em determinadas situações.

Eu tenho dois filhos, um de 9 anos e outro de 5 anos. Antes da pandemia, o mais velho era um excelente aluno. Dedicado, esforçado, curioso, estudioso e bem participativo. O mais novo, por sua vez, não ficava atrás. Era aquele que se “zangava”, se alguém tentasse tirar sua concentração enquanto ele fazia um desenho ou uma tarefinha da escola.

Em 2020, quando a Covid-19 chegou, mudando todo nosso cotidiano, também chegou um câncer no nosso lar, que deveríamos dar atenção também.

Nós, então, precisamos nos adaptar a “nova realidade”: Trabalhar home office, cuidar das tarefas domésticas, dar aulas aos filhos, porque as aulas on-line não tinham a didática esperada, nem eles a atenção devida, além de cuidar de um paciente oncológico.

Entre viagens para os tratamento, aulas on-line, tarefas domésticas, e tudo mais, nossos momentos como pais e filhos foram ficando perdidos. Os momentos de compartilhar, sorrir e brincar, foram sendo substituídos pela dura tarefa de educar e ensinar os conhecimento diários da escola.

Em 2021 continuamos no sistema on-line. Falho, mas é o que temos. Como mãe posso dizer que me sinto extremamente frustrada. Frustrada por não conseguir ensinar aos meus filhos o conteúdo programático como deveria, a final, não tenho a didática pedagógica, e por muitas vezes, nem a paciência.

Frustrada por não ter mais tempo para curtir momentos de lazer, porque o trabalho home office é intenso, toma todo o tempo em que você está em casa, justamente pela sensação de não estar fazendo o suficiente.

Frustrada por me sentir cansada, o corpo pedir descanso e a mente martelando a necessidade de brincar, de fazer atividades para que as crianças, também estressadas e ansiosas, possam se sentir melhor também.

Nós ainda podemos esbravejar, quando algo não está no seu devido lugar, e as crianças, o que fazem? Se gritam, fazem birra, jogam alguma coisa ou quebram algo, em seu momento de “desabafo” e “reclame”, nós, enquanto pais, devemos repreender e ensinar o que é correto. Mas o que é correto?

Já me questionei se valia a pena permitir que meus filhos ficassem das 7h20 às 11h40 em frente a um computador, para tentar aprender, enquanto pesquisas apontam falta de atenção na tela a partir dos 5 minutos. Orientando vídeos cada vez menores para o aproveitamento, e a escola fazendo o contrário só para fazer o que deve ser feito. E o aproveitamento?

Já quis tirá-los da escola e minimizar mais esse estresse vivenciado por ele, e deixar para retornar a escola de verdade quando passar tudo isso. Me preocupo com o atraso, mas será que vale a pena permitir que os mesmos continuem “passando de ano” empurrando com a barriga? Se o futuro que os espera cobra jovens cada vez mais preparados?

Falo pela minha experiência. Em nossa casa, precisamos trabalhar o dia inteiro, a noite temos que preparar o jantar, acompanhar o andamento escolar dos dois e ainda termos nossos momentos. É justo para essas crianças estudarem a noite, cansados, com pais exaustos?

Bom, é um ciclo vicioso que a cada dia nos deixa mais ansiosos. Crianças roendo unhas das mãos e pés, pais cada dia mais cansados mentalmente e sem paciência com os filhos e depois choro… De culpa, de arrependimento, de frustração.

Sei que muitas mães passam por esse mesmo problema, e hoje eu só queria compartilhar e dizer que vocês não estão sozinhas nisso. E por favor, quem tiver solução para tantas frustrações, compartilhe conosco. Precisamos de ajuda!

 

Sobre o Autor

Rochany Rocha

Oi! Sou Comunicadora Social, com habilitação em jornalismo, o que me deu oportunidades incríveis de dirigir uma grande rádio, além de trabalhar como assessora de imprensa de grandes instituições públicas e privadas. Como Docente, tive a oportunidade de compartilhar meus conhecimentos com mais de 2 mil alunos. Já a especialização em Marketing e Jornalismo político me deu a oportunidade de conhecer pessoas incríveis e hoje, me realizo informando coisas boas para meus leitores.
Sou mãe de dois meninos lindos, que me dão motivação diária para fazer o que mais amo. Quer saber um pouco mais? Então manda um e-mail para blogrochanyrocha@gmai.com e terei o maior prazer em respondê-los. Beijos!!

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